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Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 46,6% da população estão com excesso de peso. Os números de 2009 apresentam crescimento em comparação com os de 2006 quando 42,7% dos adultos estavam acima do peso e 11,4% poderiam ser classificados como obesos.
O excesso de peso contribui para doenças crônicas como diabetes, pressão alta, problemas do coração entre outras. As doenças aparecem devido à má alimentação, o consumo de sal e gordura abusivo, além de grande quantidade de açúcar, massas e alimentos calóricos.
Para quem sofre com o IMC (Índice de Massa Corpórea) igual ou maior que 27, buscamos alternativas como os diversos tipos de dietas rigorosas, homeopatia, ortomolecular e por fim as cirurgias.
Por isso, especialistas sempre procuram novas alternativas para resolver o problema. O Hospital das Clínicas de São Paulo estuda um novo procedimento para ajudar pacientes com sobrepeso. Trata-se de uma técnica endoscópica, que insere via oral uma espécie de revestimento de 62 centímetros no início do intestino delgado.
A técnica impede a absorção de comida naquela região e, portanto, o alimento vai do estômago diretamente para a porção final do intestino, fazendo com que o paciente perca em torno de 30% do excesso de peso.
Outro tratamento que também favorece a perda de peso é o uso do balão intragástrico. Também colocado via endoscopia, o balão é inflado de 400 a 700 ml de solução salina e azul de metileno estéreis, o que faz com que a pessoa sinta uma saciedade precoce.
“São técnicas diferentes que tem o mesmo propósito: fazer com que a pessoa elimine peso através de uma reeducação alimentar. Porém, é importante lembrar que depois do procedimento feito no intestino, o paciente deve tomar suplementos vitamínicos, para suprir a falta de absorção de nutrientes pelo organismo, diferente de quem fez o tratamento com o balão”, explica o gastroenterologista e cirurgião Denis Pajecki.
O médico explica por meio de uma tabela comparativa as principais diferenças entre as duas técnicas:
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Balão Intragástrico |
Prótese colocada no intestino |
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Tempo de tratamento: 6 meses |
Tempo de tratamento: cerca de 12 meses |
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Não impede a absorção de nutrientes |
Impede parcialmente a absorção de nutrientes |
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Material de silicone inflado com solução salina e azul de metileno estéreis |
Material plástico maleável que reveste o intestino. |
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Procedimento realizado com sedação |
Procedimento realizado com anestesia geral |
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Baixos índices de complicação; vida normal |
Baixos índices de complicação; vida normal |
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Técnica já disponível |
Técnica em estudo |
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Perde-se em média 20% do excesso de peso |
Perde-se em média 30% do excesso de peso |
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